João Moreira     |       23 mar 2018

Argentina supera ausência de Messi e vence a Itália

Em um de seus últimos testes antes da Copa do Mundo, a Argentina conseguiu uma boa vitória diante da tradicional Itália, que não conseguiu a vaga no Mundial. O 2 a 0 dos hermanos ilustra bem o domínio da partida por parte da equipe de Jorge Sampaoli num jogo em que a Argentina buscou a vitória a todo instante em Manchester. Sem contar com Messi, que sentiu uma lesão e não foi pro jogo, a Argentina mostra que ainda assim pode ser perigosa.

PRIMEIRO TEMPO

Sem contar com sua principal estrela por causa de uma fadiga muscular, Sampaoli optou pela entrada do jovem Lo Celso no lugar de Lionel Messi. Com o camisa 10 assistindo o jogo das arquibancadas do Etihad Stadium, coube a Dí Maria chamar para si o protagonismo em campo. O camisa 11 infernizou o lado esquerdo da zaga italiana com ultrapassagens e movimentações muito rápidas e interessantes com Tagliafico e Lo Celso. Foi por ali que pintou as principais oportunidades da Argentina. O primeiro tempo foi praticamente um jogo de ataque (Argentina) contra defesa (Itália). Os argentinos criaram pelo menos seis chances claras de gol e, se não fosse por um paredão chamado Buffon, poderiam ter saído com uma goleada vantajosa no primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

Na segunda etapa, ao contrário do que indicava o primeiro tempo, quem criou a primeira chance foi a Itália. Paredes fez uma inversão errada na defesa e entregou a bola nos pés de Immobile. O atacante rolou para Insigne na marca do pênalti, que teve tudo para marcar o gol, mas errou o alvo. Os primeiros 15 minutos mostraram uma Argentina um pouco nervosa e engessada em campo, talvez por falta de seu cérebro (Messi) para pensar o jogo. Neste período, a Itália mesmo com suas limitações, ainda teve mais três chances de marcar. Se não fosse pelo contestado goleiro Willy Caballero, a noite poderia ser triste para os hermanos. A zaga argentina estava perdida e dando muitos espaços ao ataque italiano. Aos poucos os albicelestes foram recuperando o controle da partida. Pra variar, as ações passavam pela canhota de Dí Maria. Num dos cruzamentos do camisa 11, Higuaín desperdiçou uma bela chance de cabeça. A partir dos 20 minutos, Sampaoli efetuou as entradas de Perotti e Banega, este último responsável por tirar o zero do placar. O meia do Sevilla tabelou com Lo Celso na entrada da área e bateu rasteiro para vencer o Buffon. O gol deu ânimo para a Argentina, que quase aumentou a vantagem num chute de Perotti, que parou em mais uma bela defesa do camisa 1 da Azzurra. No finzinho do jogo, veio o golpe de misericórdia dos argentinos. Rápido contra-ataque, Higuaín rolou na esquerda para Lanzini. O camisa 25 teve muita calma para ajeitar a bola, calibrar a batida e acertar o ângulo da meta italiana.

IMPRESSÕES

A Argentina que se viu em campo hoje foi uma equipe que soube superar um desfalque de enorme peso. Sem a presença de Messi, a seleção teve que encontrar alternativas de jogo. E uma dessas opções encontradas foi a ótima dinâmica entre Tagliafico, Dí Maria e Lo Celso pelo lado esquerdo. Em alguns momentos da partida, o time se viu sem muitas propostas ofensivas, algo que será resolvido com o retorno do camisa 10. Mesmo enfrentando uma das piores gerações da história do futebol italiano, a zaga argentina passou sufoco em alguns momentos. Como teste, foi válido para perceber que há vida sem Messi, mesmo que essa vida não seja assim tão bela.

FICHA TÉCNICA

Argentina: Caballero; Bustos (Mercado), Otamendi, Fazio, Tagliafico; Biglia, Paredes (Banega), Lanzini (Pavón), Lo Celso, Dí Maria (Perotti); Higuaín.

Itália: Buffon; Florenzi (Zappacosta), Bonucci, Rugani, De Sciglio; Parolo (Pellegrini), Jorginho (Belotti), Verratti (Cristante); Chiesa (Candreva), Insigne, Immobile (Cutrone).

Gols: Banega (ARG - 29’ 2T) e Lanzini (ARG - 39’ 2T)

Foto: clarín.com