João Moreira     |       09 jan 2018

Boca e River vão com tudo pela Libertadores

Todo ano é sempre a mesma história. Brasileiros e argentinos são apontados como os grandes favoritos para a conquista da Copa Libertadores. O favoritismo faz sentido, já que nas últimas 30 edições da competição, apenas em 4 oportunidades não houve a presença de um time brasileiro ou argentino na decisão. Para 2018, parece que os argentinos querem fazer esse histórico prevalecer. Basta olhar o investimento que a dupla de gigantes do país hermano, Boca Juniors e River Plate, está fazendo pra levar a taça para a Argentina. Vejamos caso a caso.

Boca Juniors aposta no Hepta

A parte azul e ouro da Argentina está animada para a disputa da Libertadores. O clube, que não conseguiu a classificação para a edição da temporada passada, espera superar o desempenho em sua última participação no torneio (2016), quando foi eliminado na semifinal pelo Independente Del Valle. Se depender do time que está sendo montado, motivos para o torcedor xeneize acreditar na sétima taça não faltam.

Até agora, o Boca contratou 4 reforços: o lateral-esquerdo Emmanuel Mas, que estava no futebol turco e que foi campeão da Libertadores em 2014 pelo San Lorenzo; o lateral-direito Buffarini, vindo de uma passagem sem brilho no São Paulo e que também foi campeão da Libertadores pelo San Lorenzo; o atacante Ramón Ábila, que no Brasil atuou pelo Cruzeiro e estava no Huracán e o grande ídolo da torcida, Carlitos Tévez, que rescindiu o contrato com o Shanghai Shenhua (CHN) e vai jogar pela terceira vez no clube de coração. Tévez, inclusive, disse na apresentação oficial porque retornou ao Boca: “Volto para ganhar a sétima (Copa Libertadores)!”. Aí já dá pra sentir a obsessão do clube nessa temporada.

Outras contratações ainda são especuladas como a do atacante Centurión, atualmente no Genoa (ITA) e que já teve uma passagem de destaque pelo Boca, o zagueiro paraguaio Gustavo Gómez, do Milan, e o meia Nicolás Gaitán, atualmente no Atlético de Madrid.

Com os reforços já contratados, essa seria a equipe-base formada pelo técnico Gustavo Schelotto: Rossi; Buffarini-Goltz-Magallán-Mas/Fabbra; Nández-Pablo Pérez-Sebastian Pérez-Cardona; Tévez e Ábila. Vale lembrar que dois atletas importantes deste elenco, o volante Fernando Gago e o atacante Benedetto, estão machucados e devem voltar ao time assim que se recuperarem.

River busca o 9º título na era Gallardo

8 títulos em 4 anos de clube. Esse é o currículo de Marcelo Gallardo a frente do clube onde fez história como jogador e agora segue fazendo como treinador. Em 2015, o River se consagrou campeão da Libertadores pela 3ª vez. Em 2017, ficou o gosto de frustração após ser eliminado na semifinal pelo Lanús numa partida que teve virada histórica e muita polêmica. Em 2018, o pensamento é um só: ser mais uma vez campeão da América. Por isso, a diretoria fez jus ao apelido do clube, Millonario, e abriu a carteira para investir em reforços.

Para o gol, o time foi buscar o experiente goleiro argentino Armani, campeão da Libertadores em 2016 pelo Atlético Nacional. O novo camisa um chega para substituir o experiente Germán Lux, contratado no ano passado, mas que não deu conta do recado. A grande contratação do River está lá na frente: Lucas Pratto. O artilheiro foi contratado junto ao São Paulo por 11,5 milhões de euros (R$44,4 milhões), valor que o torna o jogador mais caro da história do clube argentino. Pratto sabe da responsabilidade e, por isso, logo em suas primeiras palavras como jogador do River, afirmou: “Chego para ganhar títulos. Quero ganhar a Copa Libertadores!”.

Há quem diga que o River ainda busca dois reforços no futebol mexicano: o volante Damián Musto, atualmente no Tijuana e o meia-atacante Lucas Zelarayán, um dos destaques do Tigres.

Se a Libertadores começasse hoje, essa seria a provável escalação de Marcelo Gallardo: Armani; Montiel-Lucas Martínez-Pinola-Saracchi; Ponzio-Enzo Pérez-Pity Martínez-Nacho Fernández; Scocco e Pratto.

Fotos: Twitter @BocaJrsOficial e @CARPoficial