João Moreira     |       19 abr 2018

Corinthians vence Independiente e assume liderança do grupo 7

Duelo da rivalidade Brasil x Argentina. Duelo entre dois times considerados candidatos ao título. Duelo de duas equipes difíceis de serem batidas. Mais atual do que qualquer característica mencionada anteriormente, Independiente e Corinthians era um duelo para ver quem assumiria a ponta do grupo, que estava provisoriamente no colo do Millonarios.

PRIMEIRO TEMPO

O jogo começou como normalmente se iniciam as partidas no estádio Libertadores de América. Intenso, o Independiente tomava a iniciativa no confronto e tentava acuar o Corinthians no campo defensivo. O Rojo até que conseguia rondar a área do rival com perigo nos primeiros minutos, mas falhava na definição das jogadas.

O Corinthians, naquele estilo frio e senhor da situação, esperava para sair num contra-ataque e na boa. Maycon teve chance em chute cruzado que parou nas mãos de Campaña.

O Romero, do Independiente, quase abriu o placar na sequência ao invadir a área, deixar Balbuena pra trás e tirar tinta do poste do gol defendido por Cássio.

O jogo ganhava contornos de “lá e cá”. Na base do contragolpe os paulistas levavam perigo e quase abriram o placar em chute de Clayson, que contou com desvio e assustou os argentinos. Quem arregalou os olhos também foi o Cássio, que teve que usar o reflexo pra salvar o chute de Verón, que no meio do caminho desviou em Fágner e quase traiu o camisa 12 corintiano.

O Romero, dessa vez do Corinthians, também teve a chance de marcar após disparar pela ponta direita, invadir a área, mas na hora de bater o chute saiu fraquinho e fácil pro goleiro do time argentino.

No fim do primeiro tempo, os donos da casa voltaram a encurralar os brasileiros. Se não fosse Cássio a tirar um cruzamento na hora H da cabeça do atacante argentino e o destino a desviar caprichosamente um chute rasteiro de Benítez para fora, a cancha do Diablo teria explodido em alegria antes do intervalo.

SEGUNDO TEMPO

As duas equipes voltaram mais cautelosas pra segunda etapa. O Independiente, por jogar em casa e por precisar mais do resultado positivo, saía mais para o ataque. O treinador Ariel Holan colocou Meza e Gigliotti para tentar machucar mais a sólida defesa alvinegra. O primeiro, inclusive, teve uma boa oportunidade ao receber cruzamento na área, mas chutou em cima do zagueiro.

A partir daí o que se viu em campo, ou melhor, não teve muita coisa para se ver. A partida ficou truncada e nervosa. Muitas disputas de bola e pouca criatividade.

A monotonia só terminou quando aos 35 minutos, Mateus Vital cruzou bem da esquerda e Jadson – que se infiltrou com inteligência entre os zagueiros – cabeceou pro gol. O goleiro Campaña chegou a tocar na bola, mas ela – safadamente – tocou na cabeça dele, na trave e entrou. Primeiro chute do ataque corintiano na segunda etapa e primeiro gol.

A felicidade alvinegra poderia ter sido interrompida caso a arbitragem tivesse validado o gol de empate de Romero para o Independiente, mas o bandeira viu impedimento do jogador. Viu errado, diga-se de passagem. O camisa 18 tinha condições legais para marcar.

Com ajuda ou não da arbitragem, o Corinthians levou o jogo até o seu fim, a liderança do grupo e os três pontos para São Paulo.

IMPRESSÕES

O Corinthians soube suportar a pressão que já sabia que iria sofrer do Independiente, apesar dos sustos que levou. A equipe de Fabio Carille fez uma partida consciente e não deixou de atacar, obviamente que de forma muito mais comedida que o time local. É incrível como esse time é cirúrgico e frio durante toda a partida. O único chute da equipe no 2º tempo terminou em gol. Parece ir longe na competição.

Já o Independiente vem apresentando um futebol abaixo da média em relação ao que já se viu dessa mesma equipe. Talvez seja hora do técnico Ariel Holan testar algumas mudanças enquanto há tempo.

Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians