João Moreira     |       15 fev 2018

Disputa aberta entre Banfield e Nacional

O duelo entre argentinos e uruguaios no estádio Florencio Sola teve todos os ingredientes que sempre marcam os confrontos entre times dos países platenses: muita luta, aplicação tática e disposição. O Nacional chegou a ficar a frente no placar por duas vezes, mas o Banfield não desistiu e conseguiu buscar o empate. Os dois times voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira. Quem avançar entra no grupo de Santos, Estudiantes e Real Garcilaso.

O JOGO

Assim como no duelo em solo argentino na fase anterior diante do Independiente Del Valle, o Banfield começou a partida dominando as ações do jogo e tentando pressionar o adversário no campo de defesa. Apesar da intensidade e da disposição na marcação argentina, quem conseguiu a única chance de grande perigo no primeiro foi o Nacional. Sebastián Fernández bateu forte da entrada da área e o goleiro Arboleda conseguiu fazer uma grande defesa. O primeiro tempo rendeu essas poucas linhas escritas porque foi realmente isso que ele proporcionou. Já o segundo tempo foi completamente diferente. O Bolso voltou mais atrevido e, logo de cara, conseguiu abrir o placar em jogada ensaiada de escanteio. Cobrança no primeiro pau, Arismendi desviou e Sebastián “Papelito” Fernández empurrou pra rede. Mal deu tempo do lado oriental do rio da Prata comemorar e o Banfield conseguiu o empate. Cruzamento da direita e Bertolo, que havia acabado de entrar na cancha, testou firme pra deixar tudo igual. O gol inflamou a torcida do Taladro, que respondeu empurrando o time pra frente. Cvitanich teve a chance de virar o jogo, mas acabou desperdiçando uma bela chance na pequena área. Depois do frenesi inicial do segundo tempo, a partida começou a entrar naquela zona de marasmo. Os times administravam o jogo como aquele funcionário público que gasta a hora no expediente em dia de véspera de feriado. Só que isso durou só até o Zunino fazer bela jogada pela direita e cruzar para Espino espetar a bola pra rede e colocar a equipe uruguaia de novo em vantagem. Foi sair esse gol para bater o desespero no time da casa. O treinador Falcioni mandou o time pra frente e foi recompensado, só que na base do sofrimento. 48 minutos, o juizão já olhava o relógio pra dar o último sopro no apito, eis que Carranza briga pela bola com quatro defensores uruguaios e rola para Cvitanich decretar o empate em 2 a 2. Apesar da vantagem de dois gols marcados fora de casa, o amargor de tomar um gol no último minuto de jogo foi sentido no lado Tricolor. Já para o Banfield fica o alívio de ir vivo na disputa para Montevidéu.

Foto: La Nación