João Moreira     |       22 fev 2018

Grêmio conquista a Recopa nos pênaltis

Mesmo jogando com um a mais desde o primeiro tempo, o Grêmio sofreu para superar o Independiente e ser campeão da Recopa. Depois dos 90 minutos regulares e mais 30 de prorrogação terminarem 0 a 0, o Imortal bateu o rival argentino por 5 a 4 na decisão por pênaltis. Esse foi a segunda vez que o time gaúcho conquistou a Recopa.

O JOGO

PRIMEIRO TEMPO

Rescaldado pelo que o Independiente aprontou pra cima do Flamengo na final da Copa Sul-Americana em pleno Maracanã, o Grêmio entrou em campo disposto a fazer um gol logo de cara para acalmar os ânimos. Logo nos primeiros minutos, o atacante Éverton teve duas chances. Na primeira, chutou para a defesa de Martín Campaña. Na segunda, o gremista conseguiu fazer com que a bola passasse pelo goleiro, mas Amorebieta salvou em cima da linha. Os argentinos responderam com um chute venenoso de Fernández. O jogo se mostrava lá e cá. Típico de final. Típico de Brasil e Argentina. Muitas chegadas fortes, discussões e briga por cada palmo do gramado. O Rey de Copas assustava nos chutes de fora da área. Já o Rei de Copas levava perigo graças à velocidade de Éverton e Luan. E foi graças ao camisa 7 que a partida começou a se desenhar favoravelmente ao Grêmio. No fim do primeiro tempo, Luan foi para uma dividida com o zagueiro Amorebieta, que acabou deixando a sola da chuteira no peito do jogador tricolor. O árbitro Enrique Cáceres consultou o VAR e decidiu expulsar o defensor da equipe argentina. Renato Gaúcho foi para o intervalo sabendo que teria um tempo inteiro com um jogador a mais para resolver a partida, cenário semelhante ao da partida de ida e que os gremistas não souberam aproveitar.

SEGUNDO TEMPO

Veio a segunda etapa e, como era de se esperar, um Grêmio pulsante ao ataque e um Independiente com as linhas recuadas e sonhando com um contra-ataque. Os gaúchos bem que tentaram abrir o placar até a metade da segunda etapa, mas o goleiro Campaña estava inspirado. Com o relógio se aproximando do minuto 45, o Grêmio meio que naturalmente adotou um jogo mais cauteloso, já que sofrer um gol àquela altura poderia deixar o título em mãos argentinas.

PRORROGAÇÃO

Começou a prorrogação e o que se viu foi o mesmo início dos tempos anteriores. O Grêmio pressionava o rival, mas a bola teimava em não entrar. Jael teve a grande chance, mas a cabeçada explodiu no travessão da equipe de Avellaneda. E se o torcedor gremista achava que o Independiente estava morto e querendo arrastar a partida até às penalidades, recebeu um belo aviso do contrário quando Benítez chutou cruzado e a bola caprichosamente não encontrou nenhuma chuteira argentina para empurrá-la pro fundo do gol de Grohe. Na segunda metade do tempo extra, Jael mais uma vez quase marcou. Campaña fez mais uma defesa salvadora. O Diablo Rojo tentou infernizar a noite gremista com o Meza, que apareceu livre na área e cabeceou com muito perigo. Com o jogo perto do fim, o Tricolor ainda teve mais duas chances. Cícero, dentro da área, bateu forte e o chute foi desviado pela zaga. Depois, Maicosuel soltou a bomba e o uruguaio Campaña fez mais um milagre. Fim de jogo e decisão na marca da cal.

DECISÃO POR PÊNALTIS

A série de cobranças de Grêmio e Independiente foi praticamente perfeita. Pelo lado brasileiro, Maicon, Cícero, Jael, Éverton e Luan executaram suas cobranças com excelência. Pelo lado argentino, Gaibor, Mesa, Domingo e Romero também não deixaram a desejar. Só que está faltando um cobrador do Rojo, né? Pois é. O atacante Benítez tinha nos pés a pressão de precisar converter a cobrança para que o Independiente seguisse na disputa. O baixinho foi pra bola e soltou o pé. Só não contava que do outro lado apareceria o gigante Marcelo Grohe, que meio de braço, meio de barriga, meio de estrela, meio de gremista, meio de milagre, espalmou a bola e tornou o Grêmio campeão da Recopa.

Foto: Conmebol