River tropeça em casa e vê Flamengo se isolar na ponta do grupo 4
  João Moreira     |       06 abr 2018

River tropeça em casa e vê Flamengo se isolar na ponta do grupo 4

Vindo de uma sequência animadora (4 vitórias e 2 empates), o River Plate pisou no belíssimo e verdejante gramado do Monumental de Nuñez com o favoritismo e a pressão de conquistar a primeira vitória na Copa Libertadores. O adversário era o Santa Fe e seus 11 bravos jogadores que foram a Buenos Aires dispostos a arrancar um pontinho a qualquer custo.

PRIMEIRO TEMPO

El Muñeco Gallardo mandou a campo um River ofensivo e muito técnico com o objetivo de incomodar o rival o máximo possível. O millonario até que incomodou, mas não de forma efetiva. Bem postado e ciente da concentração defensiva que deveria empenhar na partida, o Santa Fe conseguiu neutralizar as principais articulações de Pity Martínez e isolou Pratto e Mora no meio da fortaleza que eram os zagueiros santafezinos.

Durante 25 minutos, a partida foi nada além de uma batalha truncada e carente de criatividade. O primeiro lance que fez o torcedor esboçar reação foi a tentativa de gol olímpico do Pajoy que parou nas mãos do bom goleiro Armani. A resposta argentina também veio na bola parada. Mora soltou um sapataço e o goleiro Zapata saltou bem para espalmar o perigo.

Logo depois, o River chegou com a bola em movimento quando Enzo Pérez recebeu ótimo lançamento na área e, na corrida, disparou cruzado pra mais uma bela intervenção do camisa 1 colombiano.

O zagueiro Pinola, testemunha da inoperância do ataque da Banda, resolveu arriscar de longe e causou frisson nas arquibancadas. Sem objetividade e pouco incisivo diante de um adversário bem postado, o River viu o primeiro tempo acabar sem provas de que a vitória estava próxima.

SEGUNDO TEMPO

A segunda etapa apresentou mais do mesmo. Apesar da nítida dedicação ofensiva, os jogadores do River se precipitavam na conclusão das jogadas. O colombiano Quintero teve que sair do banco de reservas para mostrar aos colegas titulares o que era furar uma defesa. O camisa 8 fez linda jogada, driblou uns três marcadores, invadiu a área e rolou na boa pro Pratto estufar a rede. O maior reforço da história do River ajeitou a bola, o corpo e fuzilou em cima do zagueiro Arboleda. A jogada fez qualquer são-paulino comemorar a venda milionária do Urso.

O gol não veio com Pratto e também não veio com o cérebro do time: Pity Martínez. O goleiro Zapata, no afã de evitar um escanteio, saiu do gol e de carrinho ofereceu o lateral ao time argentino. O rival foi rápido na cobrança e, enquanto Zapata espiava longe de sua meta a bola, Pity Martínez da lateral do campo tentou acertar o gol recheado de zagueiros protetores, mas a bola caprichosamente passou um pouco acima do travessão.

O gol parecia amadurecer a cada jogada. Quintero deu mais uma demonstração disso quando cobrou uma falta com violência que parou nas mãos espalmadas do goleiro rival.

Só que os indícios de proximidade de festejo trocaram de lado quando Tesillo aproveitou o escanteio cobrado pra área e, no limite da pequena área, chutou de canhota à queima-roupa. Milagrosamente e só assim pode ser explicado o lance, Armani saltou e afastou o que seria o gol da derrota do River Plate.

Cansado, atado em campo e ainda com o receio de levar um gol nos últimos minutos, os donos da casa se viram obrigados a ser cautelosos e não produziram mais nada até o apito final.

IMPRESSÕES

O empate de certa forma não é tão trágico para o River Plate. Obviamente, o time argentino perdeu dois pontos em casa que podem lhe custar mais à frente. Só que a equipe de Gallardo tem total condições de recuperar essa pontuação nos duelos restantes. Para a dura e competitiva equipe do Santa Fe, o empate foi um ótimo resultado e significa a esperança de conquistar uma das duas vagas do grupo para a próxima fase.

Foto: Twitter/Conmebol